Case · Consultoria Motriz
Da mesa de design à consultoria estratégica
Em cinco anos e meio, ajudei a transformar uma pequena mesa de design em uma consultoria estratégica. Reestruturei a forma como a empresa trabalhava, cobrava e se apresentava, e o ticket médio mensal dos clientes cresceu cerca de 6×.
- Papel
- Creative Lead e gerente de projetos
- Período
- 2019–2024
- Time
- Até 6 pessoas internas, ~18 ao longo de cinco anos
- Escopo
- Estratégia de marca, design system, conteúdo, produtos de treinamento, operação
- no ticket médio mensal dos clientes, em cerca de três anos
- ~6×
- clientes atendidos, mais de 500 deles pelo SEBRAE
- 700+
- mais tempo de permanência média no time, de ~6 meses para ~1,5 ano
- 3×
- visualizações num canal do YouTube criado do zero, com ~970 vídeos
- 100 mil+
O desafio
Quando entrei na Motriz, em 2019, o time criativo era pequeno e fazia trabalhos de entrada: identidades visuais básicas e um pouco de redes sociais. Nada media o esforço, então no papel todo cliente parecia igual, qualquer que fosse a complexidade.
Alterações não eram cobradas, os prazos eram otimistas e o time absorvia a diferença em horas extras.
Meu papel
Eu era o Creative Lead e, na prática, o gerente de projetos da empresa. Liderei um time interno rotativo de até seis pessoas (designers, editores de vídeo, social media, copywriters e uma antropóloga dedicada à pesquisa de consumidor) e coordenei programadores, estrategistas, gestores de tráfego e parceiros de lançamento.
O insight
O problema não era a qualidade do design. Era que o negócio não conseguia enxergar o valor dele.
Decisões-chave
-
Medir tudo e reprecificar
Implantei a gestão de projetos no Runrun.it para registrar horas, etapas e pedidos de alteração de cada cliente. Com esses dados, propus um novo modelo de preço baseado em complexidade, tamanho e impacto, com alterações cobradas e prazos realistas. Em cerca de três anos, o ticket médio mensal cresceu aproximadamente 6×.
-
Subir na cadeia de valor
Saímos da identidade básica para o branding estratégico completo: benchmarking, análise de concorrentes, personas, arquétipos, mapa de pontos de contato, fluxo de vendas e funis de conteúdo focados em conversão. Daí avançamos para treinamentos corporativos, jogos de treinamento e consultoria empresarial.
-
Dar um rosto à marca
Nossa CEO fazia a maior parte das palestras e dos conteúdos, então a transformamos no rosto da Motriz e construímos a autoridade dela no YouTube, Instagram, Facebook e Medium.
O sistema
Um único conjunto de diretrizes para visual, fotografia e tom de voz, aplicado em todos os canais e produtos.
Como liderei
-
Fluxos de projeto padronizados
Todo projeto seguia etapas definidas e toda alteração era registrada, então sabíamos quanto cada cliente realmente custava.
-
Proteger o time
A carga de trabalho visível ajudou a prevenir burnout. Performance ligada a qualidade de vida, não a horas extras.
-
Uma trilha de aprendizado às sextas
Durante cerca de três anos e meio, o time dedicou toda sexta-feira a soft e hard skills. Isso gerou promoções verticais e horizontais e novas competências (vídeo, copy de vendas, automação de e-mail) que viraram novos serviços.
-
Workshops com clientes
Conduzi jogos de treinamento e palestras sobre redes sociais e processos diretamente com os clientes.
Resultados
- ~6× no ticket médio mensal dos clientes, em cerca de três anos
- 700+ clientes atendidos, mais de 500 deles pelo SEBRAE, como consultoria credenciada
- 45+ jogos corporativos aplicados
- Um canal no YouTube criado do zero: ~970 vídeos e mais de 100 mil visualizações
- Permanência média no time de ~6 meses para ~1,5 ano
- Em 2024, a Motriz já tinha se reposicionado por completo como empresa de treinamento corporativo e consultoria, com um time mais enxuto e um ticket médio muito maior
O que aprendi
Se começasse de novo, definiria marcos claros e metas mensuráveis desde o primeiro dia, e automatizaria mais cedo, à medida que a IA transformava o trabalho criativo. Isso teria protegido ainda mais o time e permitido escalar a qualidade sem escalar as horas.