Case · Vibe Açaí

De fornecedor white label a marca pronta para a gôndola americana

Uma indústria de açaí que vendia principalmente como fornecedora white label queria uma marca própria para ganhar margem e entrar nos EUA. Construímos um sistema de embalagens que conta a origem amazônica do produto, atende às exigências do FDA e custa menos para produzir.

Papel
Creative Lead (pela Consultoria Motriz)
Período
2019–2021
Time
3 designers e criativos
Escopo
Sistema de embalagens, manual de marca, site, fotografia, adaptação de rótulos ao FDA, materiais de feira e de vendas
lançamento com representantes locais e distribuidores fechados
EUA
linhas de produto em um único sistema de embalagens, pronto para novos sabores
7
exigências incorporadas a todos os rótulos desde o início
FDA
formatos de embalagem escolhidos por canal para reduzir custo
3
Embalagens da Vibe Açaí: açaí com creme de cupuaçu e de pitaya

O desafio

A maior parte do negócio da Vibe vinha de fornecer açaí para outras marcas. A marca própria, Vibe Açaí, ainda parecia um insumo, não um produto final, e era toda centrada no açaí enquanto o mix só crescia: leitinho, cremes de pitaya, cupuaçu e graviola, açaí light e picolés.

O dono queria a Vibe Açaí na gôndola do consumidor final, no Brasil e nos Estados Unidos.

Meu papel

Liderei um time de três pessoas na Motriz e trabalhei direto com o dono da empresa. O escopo incluía embalagens, ativos e manual de marca, um novo site, redes sociais, fotografia na fábrica e a adaptação de todos os rótulos para o mercado americano.

O insight

Nos EUA, o açaí brasileiro vem com uma história de origem. A embalagem precisava vender de onde ele vem, não só o que tem dentro.

Decisões-chave

  1. Deixar a origem vender

    O padrão de ondas da marca se inspira no Pará e nos grafismos indígenas da Amazônia. Ele sinaliza a origem brasileira num relance, um atributo de valor forte para o consumidor americano.

  2. Um sistema de cores que qualquer um entende

    Cada sabor tem uma cor tirada da própria fruta: rosa para a pitaya, um off-white quente para a graviola. O cupuaçu foi a exceção proposital: ficou verde em vez de branco, para não confundir com o leitinho e sugerir a acidez da fruta. Uma tampa roxa unifica a linha.

  3. Escolher o formato pelo canal

    Os potes de varejo, de maior volume, usam pote e tampa lisos com cinta de papel, o que barateou bastante a produção. Os potes grandes e os potinhos de 150–200 ml usam rótulo in-mold.

  4. Desenhar para o FDA desde o primeiro dia

    Tabela nutricional no padrão americano, tamanhos mínimos de fonte, selos e alegações obrigatórias entraram no sistema seguindo os guias oficiais do FDA, em vez de serem remendados no fim.

Como liderei

  • Relação com o dono

    Fui o principal ponto de contato com o dono da empresa, da estratégia à implantação.

  • Transformar um obstáculo em processo

    O rótulo in-mold foi um desafio de produção no começo. Com as gráficas e os fornecedores de embalagem, criamos gabaritos e templates precisos que tornaram cada novo produto repetível.

  • Um time, muitas frentes

    Coordenei embalagem, site, redes sociais e fotografia para que todos os pontos de contato fossem lançados com a mesma identidade.

O sistema

Cintas de varejo e rótulos in-mold · manual de marca · site · redes sociais · fotografia na fábrica · materiais de feira · kits impressos para prospecção porta a porta de distribuidores nos EUA

Resultados

Os números comerciais estão sob NDA.

  • Produtos lançados nos EUA com representantes locais e distribuidores americanos fechados
  • A Vibe Açaí chegou à gôndola como marca própria, e não só como fornecedora white label
  • Um sistema que cobre sete linhas de produto, pronto para novos sabores
  • Escopo completo entregue dentro de limites apertados de cliente, regulação e produção

O que aprendi

Restrições fazem parte do briefing. As regras do FDA, os limites de impressão do in-mold e o custo de embalagem não seguraram o design. Eles moldaram as nossas melhores decisões.

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